segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Verdadeiro medo.



Uma bomba é lançada no solo....Seus olhos ja enchiam de lágrima. Tinha apenas seis anos uma guerra nao podería ser compreendida....E mais bombas. tiros violentos....gritos:

"Meus olhos enchergaram minha mae correndo em minha direção com uma feição assustada, como se a terra fosse partir-se ao meio e da rachadura profunda que se abiru saíriam demônios ferozes sedentos por uma alma, a minha alma. Isso era o q se sentia. Era impossível conter o medo e as lágrimas.

Enquanto meus irmãos desciam para o o porão eu corri,...me escondi embaixo de uma mesa bem baixa, ali ninguém poderia me ver, apertei os olhos contra os braços e gritei...gritei alto...forte...Ouvi meu nome...e depois aquele silêncio.

Passos em minha direção....de quem era aquelas botas?

As bombas ainda eram lançadas, um grande medo cresceu em mim, se é que ele havia deixado de existir em algum momento, e quando aquele homem levantou a toalha., me viu todo encolhido com os pés descalços e uma roupa suja de terra.

Ele soltou uma risada grave, alta, que me assustou...chorei mto e gritei...corri o mais rapido que pude. Aquele seria o monstro das histórias da mamãe?

Corri para atrás da cortina....tentei fechar os olhos e ficar invisível, mas aquele homem me parecia ter superpoderes também. Me agarrou pelos cabelos e me lançou contra a parede, nao foi com muita força, mas foi com força o sulficiente pra fazer as minhas costas doerem. Fiquei ali...imóvel quando minha mãe saiu do porão e gritou: "não o mate, é apenas uma criança". Matar? Ele ia me matar? O soldado olhou para mim, eu conseguia ver um sorriso tímido e diabólico em seu rosto. O cano da arma agora apontava para mamãe.

Eu fechei meus olhos, o mais fechados que conseguia, gritava pois era a única forma de fazer o medo passar, e ouvi um tiro. As bombas nao foram mais lançadas e nao se ouvi mais tiros...só um silêncio....

Meu pai havia chegado à tempo...e o soldado estava caido ao chão. Seu sangue escorreu por todo o bairro

Nos trancamos no porão e ali permanecemos por 3 dias, com pouca comida. Meu irmão mais novo ja nao tinha lágrimas para chorar...e minha mãe...sempre nos consolando dizia:

-Xiiiu (com um tom pacífico, como se o mundo estivesse em perfeita hamonia)...calma meninos, isso tudo vai passar..."

-A sorte realmente estava à favor desses meus vizinhos, mas um homem de família alí morreu...

-Perdão senhora...?

-Sim morreu...Imagine moço, a família daquele homem, como ficará ao receber àquela notícia?

Silêncio...

sábado, 18 de outubro de 2008

O caso do Cego e o Mímico - pt. 3


Suzana corria loucamente e sem explicação, as lágrimas rolavam por seu rosto...um certo medo tomou conta de seu corpo....

Aquele mímico vendo a forma encantadora aos prantos, lhe abraça ( se trombaram em frente a uma praça). Ela nao só recebe esse abraço como lhe retribui com um maravilhoso e inesquecível beijo!

Mas Suzana...por que foges....pq corres? pq choras?

...

Suzana desesperada deixa o mímico ao vento e torna a correr...se lembrava bem como era e onde era a casa daquele cego....dpois de se recompôr...voltou `aquele local..o cego ja sentia um certo desconforto:

-Desculpe-me..

-Mas...

Ela o golpeia com uma violenta pancada na cabeça....o cego sangra....cai....e morre!

na volta para sua casa, encontra-se com o mímico....lhe penetra um punhal nas entranhas...

-Mas pq?...

-Por precaução...

Seu pai era rico....e Suzana havia fugido de casa

Seu pai era poderoso...havia prometido morte aos homens q ela tocasse...

Seu pai era frio e cruel...onde quer q ela estivesse....ela seria cassada e suas ordens seriam acatadas.

Duas mortes, ou melhor duas vidas roubadas

Por amor...e medo.

-Eu vou reencontrá-los....meus grandes homens! (Ouve-se um tiro)

fim do espetáculo

O caso do Cego e o Mímico - pt. 2


O mudo agarrou um bloco de anotações q carregava sempre com ele e escreveu...

"qual o seu nome?, obrigado linda dama"

A moça, com aquele olhar sedutor perguntou se aquele homem ouvia...ele afirmou com a cabeça....ao ver a resposta ela inclinou seus labios suaves sobre os ouvidos dele e disse "Suzana, meu nome é Suzana"

Maldito nome...

O cego continuava alí...sem rumo...Era difícil segurar um guarda-chuvas e uma vara de guia ao mesmo tempo...Suzana, vendo sua situação, se ofereceu para levá-lo até sua casa. Casa?....casa! Mas o cego nao sabia o endereço...era um cego....indicou o caminho assim q  chegou na esquina daquele "café"...contou vinte e cinco passou para frente virou a  direita....andou mais 5 passos....virou a direita novamente e adou mais 15 passos...esse era seu caminhos.....a moça pensous e nao seria mais facil andar reto...ele disse q nao. Sua rotina era um guia prático.

O mudo, apaixonado, ficou pelo caminho....mas nao se esquecerá daquele maravilhoso rosto.

O cego lhe ofereceu um café...

-Estou de saída..

-Eu insisto.

Os dois sentaram e  conversaram mto...o cego mostrou-se interessado e bem simpático....os dois rolaram naquele sofá velho e sujo...fedia a mofo...mas o calor dos corpos gritava maisa alto....transaram loucamente e após isso....Suzana saiu correndo...O cego ali sem entender mto...ainda nú...gritou por seu nome...mas nada....ali estava ele....nú...e sozinho outra vez...

Continua...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O caso do Cego e o Mímico


Essa não é uma história comovente, é simplesmente uma história de amor frustada onde o final nunca é feliz...è a história de um homem, ou melhor, dois homens...dois homens e uma mulher...dois homens e um pecado...ou pecadora...

Era um cego e um mudo....

"Que fazer se meus olhos nao veem?"

Ele tocava violino como ninguem, tinha uma certa paixão incontrolável por música clássica, andava roto. Seu rosto nao tinha vida....sua pele era branca como se o sol estivesse extinto!

Sua vizinhança se resumia em duas esquinas a frente...era o máximo q ele podia andar sozinho. Seu cachorro morrera a dois meses atrás. Sua única companhia, seu único consolo!

Sozinho...Este morava sozinho...e tinha uma cicatriz no peito.

Um mudo, boa vida.

Vivia só e qse todos os fins de semana enchia a cara e fumava alguns baseados...mas claro....quem nunca teve uma vida supérflua?

ele tinha...exageros aos borbotões...até sua angústia era um exagero. Se um segundo ficasse só, era embalado por uma tristeza brava, que era dificil aguentar...Pensou na morte várias vezes....mas nem ela o escuta! Os amigos o rejeitavam, não queriam contato....e disso ele sentia falta!...Era mímico...era pobre e tinha o rosto deforamdo por completo.

O cego um dia então acordou disposto...disposto a ir além...

O mudo sentiu o mesmo...

Era um dia chuvoso...

Os dois correram sem rumo...gritavam enlouquecidos pelas ruas de paris...até se trombarem. O cego não fazia a mínima noção de onde estava e o mudo...nem um pedido de desculpas podia lhe oferecer!

Uma mulher de longe assistiu a cena paródica, seu sorriso era encantador.

O mudo paralisado manteve-se.

O cego sentia sim uma vibração estranha

Ela se aproximava...

Se aproximava

Se aproxima...

-Deixe -me ajudá-los

-Oh bela dama!

-Bela?..como sabes?

-Sinto em minha pele a suavidade de tuas mãos. à tempos q nao o sinto!

-Agora você, vem...

Repito...essa não é uma história comovente...

(Continua...)

domingo, 12 de outubro de 2008

DADAÍ .AMEOP<


Jogo mortal

palavras ao vento

Medo da morte

Dor de cabeça

Escuro

Pobreza

Ponte

Homem

Pedra

Rio

Morte.

Reflexão

Saída

Olhos

Senso

Mente

Dominar

Nunca

Alienar

Abusar

Miséria

Outros

FAÇA A DIFERENÇA

sábado, 11 de outubro de 2008

O Filho prodígio pt.2 (ou o fim)


O tempo era agora fundamental para este garoto, um futuro complicado o aguardava. Algum tempo depois famílias o acolheram e em sua mente prevaleceu o amor à arte e aos estudos, o garoto havia colocado em sua cabeça "Não serei como ele"...e então aquilo seguiu teu curso, fora maltratado por muitos e bem tratados por bem poucos!...Suas lágrimas eram cada vez mais normais e constantes até que se encontrou numa profunda e infinita escuridão....as paredes de seu quarto eram escuras, com muitas folhas coladas por cantos inusitados...Vivia agora no mundo das palavras.

Tudo que ocorria em seu dia, era escrito...registrado em algum cantinho daquele minúsculo quarto...

Aprendeu só outros idiomas, e seu amor pela literatura  foi se tornando cada vez maior...até que se encontrou perdido. Nas escolas, ele era chamado de estranho, amigos nao tinha. Sua companhia era a doce ilusão dos livros.

Sonhava entrar em um dos livros e viver a vida perfeita citada por aquele autor, mas não, não com ele.

Sua mente necessitava de ocupação....um segundo sóbria ela se envolvia nos mais profundos e horripilantes desejos ja conhecidos na face da terra.

PAssaram-se mais alguns anos, e jah havia aprendido o sulficiente para nao tornar-se um ignorante de 5ªclasse! Sentia-se agora diferente, mas aquele quarto....sim aquele quarto, não poderia abandoná-lo nunca, ja que passara muitas noites acordado em meio a tanta escuridão buscando um consolo de mãe....ou um irmão pra acalmar....mas a única coisa q ele conseguia ver ali, era a mãe morta....o irmão extinto e o pai frenético....quando esses pensamentos vinham, o jeito era chorar....ler....e chorar.....e ler.....e gritar.....e ler! Quem sabe outrora fora um daqueles personagens....Maldita vida, maldito garoto....um gênio domado....um ser mergulhado em sombras e lágrimas eternas....seu mundo nao fazia mais sentido..era como se nada vivesse....tudo apenas existisse.

Era dia 31 de janeiro...

Um sonho lhe trás de volta a realidade....ele liga o som em seu mais alto volume...um tiro é disparado....ninguem escuta....

foram exatos 20 dias sem ser notado, o cheiro de cadáver no local ja nao era suportável...

a Polícia ao revistar o quarto achou 5 cartas que alguns anos depois tornaram-se best-sellers...o mundo agora sabia de sua história. A morte realmente foi a única opção.

O Filho prodígio - pt.1


Era dia 31 de janeiro...

 Uma noite atordoada, uma lua cor de sangue com nuvens tímidas ao redor. Um menino chega da escola, com cansaço físico veemente e viril! 

Durante a sua caminhada de volta para casa, ele fantasiava num mundo utópico e único. Ali haviam casas flutuantes, animais falantes e até monstros que nada faziam...Sua mente aguardava somente uma coisa, o descanço, a noite de sono....que nao viria a chegar tão cedo.

Abriu a porta,

Ouviu discussões monótonas, seu quarto era o refúgio sutil q tanto esperava...Lá fora, pratos, gritos e prantos...No braço direito o irmão mais novo que chorava com medo e culpa em seu ombro...No esquerdo um travesseiro que lhe servia de conselheiro ou talvez ouvinte. 

Ouve-se um silêncio...

Prolongado....

Os garotos saem para ver o que se passou...nada veem  a nao ser a mãe aos prantos com dois grandes hematomas no braço...instantes depois a porta eh violentamente escancarada, assustado, o menino mais novo grita, o som que se escuta é parecido com o som de um porco a beira da morte. A fúria e o ódio eram visíveis nos olhos de um pai fraco e covarde. Ele levanta sua arma e atira contra o pequeno e inofensivo garoto....as lágrimas rolam de todos os rostos e ouve-se então mais um disparo. Os vizinhos que não ousem sair na rua. Havia naquela casa uma mulher e criança mortos e um garoto apavorado ja enchergando a  face de Deus.

Um último tiro eh disparado e um pavoroso silêncio toma conta daquela casa, os cães também nao se atreveriam a latir em meio a tal desgraça, um garoto já sem alma, cai de joelhos entre os corpos, sem saber ao certo o que pensar nem o q sentir, ele olha sua família morta e escuta as sirenes da polícia, pensa: por que eles sempre chegam quando tudo ja se acabou?

(Continua...)